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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Leitura obrigatória IV: "Ao sul do corpo".


Mais um dia de bons achados! Hoje encontrei o texto "A representação da maternidade no romance Adam Bede, de George Eliot" (que infelizmente não contém o nome da autora, mas aqui vai o link para o PDF, para quem quiser ler do começo ao fim) que, por sua vez, me alegrou ao citar o livro Ao Sul do Corpo da historiadora Mary Del Priore. Esse eu não conhecia, mas já tratei de inseri-lo na minha lista de leitura obrigatória.

A autora do texto refere-se ao livro da seguinte forma:
um estudo histórico sobre as condições das mulheres e, sobretudo, sobre a maternidade no Brasil Colonial, também atenta para a presença marcante da importância da maternidade na mentalidade histórica. Mary Del Priore demonstra a força do conceito da “santamãezinha”, ou seja, da mãe bondosa, dedicada e assexuada, construído na época colonial brasileira e que se enraizou no imaginário social, atravessando os séculos e chegando aos nossos dias:

Quatrocentos anos depois do início do projeto de normatização, as santasmãezinhas são personagens de novelas de televisão, são invocadas em párachoques de caminhão (“Mãe só tem uma”, “Mãe é mãe”), fecundam o adagiário e as expressões cotidianas (“Nossa Mãe”, “Mãe do céu”); (...) A maternidade extrapola, portanto, dados simplesmente biológicos; ela possui um intenso conteúdo sociológico, antropológico e uma visível presença na mentalidade histórica. (DEL PRIORE, 1993)



Fonte do texto: UNB - Revista Intecâmbio


quinta-feira, 24 de março de 2011


"Nós mulheres sofremos do mal de estarmos condicionadas e limitadas pela forma como somos definidas."

Citação do livro
"Charlotte Brontê - The self conceived" de Helene Moglen

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